LULA ENFORCA APOSENTADOS
Por Geraldo Elísio
(O que é isso companheiro? – Fernando Gabeira – Jornalista e Deputado Federal)
“A maldade desta gente é uma arte” – “Pois é”, samba de Ataulfo Alves, mineiro da cidade de Miraí
Caro companheiro presidente Lula, não entenda a expressão uma ironia. Não integro o coro da elite dominante que não sabe ser dirigente ou privilegiados pequenos burgueses inconformados com a ascensão de um autêntico homem do povo ao mais alto cargo dirigente de um País como o Brasil.
Também sou povo, jornalista aposentado pelo INSS, sem outra complementar, sem nada para esconder da minha vida pública ou particular. Orgulho-me de minhas mãos limpas, da independência para escrever com liberdade e responsabilidade. Quanto a aspectos de minha vida particular não dizem respeito a ninguém, da mesma forma como não me intrometo na vida privada de ninguém.
Por isso, entendo maior a responsabilidade do companheiro presidente. O senhor, nascido pobre, no nordeste brasileiro, vítima de preconceitos, venceu a fome e a distância para também sedimentar a grandeza de São Paulo. Tem mais que história. O senhor tem uma saga. A intimidade, companheiro presidente, é antiga, concedida pelo senhor mesmo. (Clique aqui.)
A sinceridade deve existir entre companheiros. O que o senhor faz com os companheiros aposentados é covarde, ilógico, imoral e contraditório. Quando o presidente sociólogo F HC, aquele que mandou esquecer tudo o que ele escreveu um dia, lesou todos os pequenos aposentados brasileiros ao modificar as regras da aposentadoria, numa votação comandada e comemorada pelo então deputado federal Aécio Neves, hoje governador de Minas, com quem o prefeito de BH, Fernando Pimentel, do PT, quer fazer aliança para a sua sucessão. Companheiro presidente despertou esperanças ao prometer uma reversão caso chegasse ao Poder. Mas o companheiro contraditoriamente mantém o ilogicismo, a imoralidade e a covardia.
A vida sobe em nível igual para aposentados e funcionários da ativa. Não falta dinheiro para os juros do smart Money, pagos a especuladores estrangeiros e nacionais: para a farra dos bancos; nem para 50 mil ONG’s, muitas das quais desejosas de mutilar o País, internacionalizando a Amazônia. Nós, os aposentados, não criamos PROER e muito menos estamos relacionados a mensalões e outros escândalos. Também não somos responsáveis por obras faraônicas que dilapidaram a Previdência.
É de lembrar que os ex-ministros Antônio Brito e Waldyr Pires anunciaram ao País uma Previdência saneada e ainda hoje não são poucos os que sustentam que ela não é deficitária.
O senhor tem em seu quadro ministerial Reinholds Stephanes, desde os governos militares tentando prejudicar os aposentados, embora ele próprio tenha se aposentado jovem e com mais de um provento. Os militares, mesmo em regime discricionário, não cometeram esta covardia. FHC sim, cometeu, e o senhor dá seqüência. Perguntar não ofende. Alguém companheiro, tem interesse nisto? Por acaso serão as empresas de aposentadoria privada? Elas também financiam campanhas políticas ou publicitárias? Repito, perguntar não ofende.
Companheiro, no presente momento, as televisões estão repletas de uma publicidade assinada pelo Governo Federal enfatizando que: “Um País sem desigualdade é um País melhor para todos”. É uma verdade inquestionável, a própria constituição, que o senhor jurou defender, diz que todos nós brasileiros somos iguais perante a Lei.
“Iguais pero non mucho”. O senhor sabe (ou, como sempre, não sabe!) que existem aposentadorias que ultrapassam R$ 50 mil e muitos têm mais de uma. Que igualdade o senhor propõe? Certo, para se obter um nivelamento eliminando as disparidades é lógico que alguém tem de perder.
Sei, não foi o senhor quem inseriu nos quadros previdenciários milhões que nunca contribuíram. Nem participou de outras formas de dilapidação do erário. Mas, assim mesmo, não tem sentido a pirronice do companheiro. O senhor deseja é uma elevação da vida ou um nivelamento por baixo? Miséria é fácil distribuir. Em Romanos 14.23 é dito: “Tudo o que não provém da fé é pecado”. Daqui para frente, este editorial ganha outro tom. (Clique aqui.)
Não somos companheiros. Vossa Excelência, Ilustre Senhor Presidente da República, não sois o companheiro, porém, um carrasco de todos os aposentados brasileiros. Inclusive de quantos vos destes crédito nas urnas.
“UM PAÍS SEM DESIGUALDADE É UM PAÍS MELHOR PARA TODOS”.
Diante do que ocorre, soa falso. Vossa Excelência, em assim agindo, sois um fanfarrão. Sei que graças a Deus estás amparado pela democracia. Não seguireis nenhum conselho. Entretanto, a exemplo do capitão Nascimento, aquele do Filme Tropa de Elite, que segundo consta, vistes em cópia pirata, o que não é um bom exemplo, mesmo sem terdes servido ao BOPE e sem o talento do ator Wagner Moura, na representação do oficial mostrado na película, deverias pedir para sair.
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Geraldo Elísio escreve no Novojornal. Prêmio Esso Regional de jornalismo, passado e presente embasam as suas análises
30 de jun. de 2008
ARTIGO DE GERALDO ELÍSIO
às 09:12
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